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Saúde

A saúde é a maior operação da prefeitura e a que mais depende de repasse federal. Cada erro de registro vira glosa meses depois — quando o dinheiro já foi gasto.

O que este módulo resolve

O dinheiro que volta em forma de glosa

Uma AIH cobrada indevidamente não é recusada na hora. Ela é processada, o recurso entra no caixa, e a glosa aparece meses depois — quando o município já contou com o dinheiro.

E a devolução não sai do exercício em que o erro aconteceu: sai do teto do exercício seguinte.

Por isso o sistema inverteu a ordem: a AIH só é gerada depois que a auditoria autorizou. Procedimento não auditado não é cobrado. Auditar antes da alta é recusado — o que se audita é a internação encerrada.

O leito que aparecia ocupado e estava vazio

Duas conferências protegem a internação: um leito não recebe duas internações abertas, e um paciente não ocupa dois leitos.

Elas existiam, mas olhavam a base inteira. O resultado num sistema que atende vários municípios: um leito internado em outra prefeitura bloqueava o leito daqui — e a recepção via "já ocupado" num leito visivelmente vazio, sem ter como destravar.

Hoje as duas conferências são por prefeitura.

A fila que não se reordena sozinha

A fila de espera promete respeitar a data de entrada. Isso só se sustenta se as preferências legais forem congeladas na entrada, e não recalculadas a cada consulta.

A diferença é concreta: recalculando, alguém que fez 60 anos enquanto esperava pularia posições sem que ninguém entendesse por quê.

A ordem combina três coisas — classificação de risco, tempo de espera e os marcadores que a lei manda respeitar: idoso (Lei 10.741/2003, com o idoso de 80 anos ou mais à frente dos demais), pessoa com deficiência (Lei 13.146/2015), gestante, lactante e criança de colo (Lei 10.048/2000).

Prestação de contas: os arquivos que o DATASUS espera

O layout do SISAIH01 é versionado por competência: quando o DATASUS muda o formato, entra um novo arquivo de mapa, sem tocar no motor. E o mapa é conferido na carga — um erro de um byte é detectado ali, não no importador do DATASUS.

Como é na tela

Recepção
Recepção

Relatórios

Relatórios
Relatórios

Funcionalidades

Atendimento e agenda

  • Agendas
  • Fila Priorizada
  • Filas de Espera
  • Fluxogramas de Triagem
  • Marcação de Consultas
  • Operação de Agenda
  • Painel de Chamada
  • Radar
  • Recepção

Pacientes e território

  • Domicílios
  • Equipes
  • Médicos
  • Pacientes
  • Unificação de Pacientes
  • Visitas Domiciliares

Imunização

  • Busca Ativa Vacinal
  • Caderneta
  • Imunização
  • Lotes de Vacina
  • Produção de Vacina

Internação e cirurgia

  • Centro Cirúrgico
  • Cirurgias
  • Internações
  • Laudo de Internação
  • Leitos
  • Mapa Cirúrgico
  • Mapa de Leitos
  • Salas Cirúrgicas

Exames e procedimentos

  • Cadastro de Procedimentos
  • Exames
  • Procedimentos
  • Risco Bucal

Regulação, TFD e APAC

  • Central de Regulação
  • Laudos de APAC
  • Produção de APAC
  • Regulação de APAC
  • Solicitações de TFD
  • Teto Financeiro APAC
  • Mapa cirúrgico da regulação

O dente restaurado que voltava limpo

O prontuário mudou de forma por um motivo prático: o odontograma ficava dentro do atendimento, e cada consulta começava do zero — um dente restaurado em março voltava limpo em abril.

Hoje o dado é do paciente e atravessa as consultas. A mesma correção valeu para a prescrição (a farmácia precisa saber o que já foi dispensado e o intervalo entre retiradas) e para a saúde da mulher, onde guardar o citopatológico num campo único fazia a coleta nova apagar a anterior — e é justamente a série que decide o intervalo do rastreio.

A dose que precisa ser rastreável até o braço

Cada dose aplicada é registro imutável do que entrou no braço do cidadão. Por isso o lote é obrigatório: sem ele não há como rastrear o fabricante em caso de evento adverso, nem bloquear um lote recolhido.

Lote com dose aplicada não pode ser excluído — só inativado, o que impede novas aplicações sem apagar o que já aconteceu.

O saldo é calculado (recebido menos aplicado), com marcação de vencido pelo fuso de Brasília — não pelo relógio do servidor.

Quem assina é quem atendeu

No atendimento compartilhado, cada profissional confirma a própria participação com a própria senha — nunca a de quem está operando a tela.

Não é burocracia: a produção de cada um é contabilizada separadamente no e-SUS e no SIA, e assinar pelo colega é falsidade ideológica.

A conferência da senha é feita em tempo constante, para não revelar, pela demora da resposta, o quanto do hash coincidiu.

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