O dado de endemias vira boletim do Ministério, e o boletim vira repasse e resposta a surto. Calcular a semana errada ou o denominador errado desloca a série histórica inteira — e o município só descobre quando o número não bate com o do SINAN.
A vigilância de endemias localiza por localidade / quarteirão / sequência / lado — a divisão operacional do Ministério da Saúde, herdada da campanha da febre amarela.
O agente percorre o quarteirão numerando as casas na ordem em que passa; é assim que ele sabe que não pulou nenhuma. Isso não coincide com a inscrição imobiliária, que segue a matrícula e o lote.
Por isso o imóvel aqui é registro próprio, com vínculo opcional ao cadastro imobiliário quando o município conseguir ligar os dois.
A regra do Ministério: a semana vai de domingo a sábado, e a semana 1 do ano é a que contém pelo menos 4 dias de janeiro.
Não é a semana ISO, que começa na segunda. Não é a semana corrida da biblioteca de datas. Usar qualquer uma das duas desloca a série histórica e faz o dado do município não bater com o do SINAN.
Se a cobertura fosse medida sobre as visitas feitas, um ciclo em que o agente só foi a 10 imóveis e trabalhou os 10 apareceria como 100% de cobertura.
O LIRAa e o boletim não perguntam "quantas visitas você fez": perguntam quantos imóveis do ciclo foram trabalhados, sobre o total do quarteirão.
E só o desfecho trabalhado entra no numerador. Fechado, recusado e abandonado são pendência — cada um com sua cor no mapa, porque significam coisas operacionalmente diferentes.
A exclusão de imóvel é privativa do supervisor. A razão não é hierárquica, é aritmética: o imóvel excluído sai do denominador do índice, e um agente apagando o que não visitou melhoraria a própria cobertura.
Pela mesma lógica, a produtividade é sempre do usuário logado — salvo quando o supervisor registra por ele. Deixar a tela mandar o agente livremente permitiria lançar visita em nome de outro, e a produtividade por agente entra em avaliação funcional.
E permissão ausente conta como negada: *"permissão que ninguém concedeu não se presume concedida"*.
Cada endemia pergunta uma coisa diferente:
Mas a visita é uma só. Cinco coleções de visita duplicariam o controle de ciclo cinco vezes — e o painel de produtividade, que é por agente e não por doença, teria de somar cinco fontes.
É uma distinção fina que decide o que o agente vê no mapa: a situação do imóvel vem da última visita, mas os achados são do ciclo.
Ler só a última visita faria uma revisita de rotina apagar o foco do mapa — e o agente deixaria de ver onde precisa voltar. É assim que o LIRAa conta.
Gramas por depósito tratado, pela dosagem do produto.
Feito no servidor, e não na tela, porque o agente não faz essa conta no campo — e errar a dosagem é problema sanitário.
Uma demonstração com os dados do seu município mostra melhor que qualquer descrição. Sem compromisso.